Caraminholas de uma jornalista que descobriu no suor da corrida um jeito delicioso de aliviar a correria do dia a dia
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Agora em novo endereço
O blog Corre-corre não é novo, já está comemorando quase um ano de vida. Comecei a escrever sobre corrida em novembro do ano passado, quando estreei o canal no site do jornal Diário de S. Paulo. Hoje migro o Corre-corre para um endereço independente, mas a ideia continua a mesma: dividir com quem também se interessa por corrida (ou, melhor ainda, pode vir a se interessar, depois de ler as caraminholas que escrevo) as coisas bacanas desse treco que acaba virando um vício para quem experimenta calçar um par de tênis e começar. A semana vai ser quente: na quinta me enfio numa van para acompanhar a corrida Nike SP-RJ. Para quem ainda não sabe, uma corrida maluca de revezamento que parte do Obelisco do Ibirapuera, em SP, e chega, três dias e muito suor depois, na praia de Ipanema, no Rio. Corri a primeira edição, em 2009, este ano vou só acompanhar. Não quis correr o risco de sobrecarregar as pernocas já prontas para a Maratona de Nova York, no dia 6 de novembro. Antes de narrar por aqui as aventuras das equipes nesta prova insana, porém, migro os posts do Corre-corre do site do Diario de S. Paulo para este novo endereço.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Uma boa maneira de fazer o tempo passar mais rápido na esteira
Correr na esteira é chato pacas. Acho que, se não para todo mundo, para praticamente todo mundo. Aquele treco gira, gira, gira, e o tempo parece não passar. Para quem está acostumado a correr ao ar livre, como eu, então, a coisa beira o insuportável. Confesso que sempre me sinto meio idiota, indo de um lugar para aquele lugar mesmo. E, pior, sem ter uma paisagem agradável para onde olhar. Mas, ao mesmo tempo, convenhamos, o aparelho salva muitos dos nossos treinos. Pode ser a tábua de salvação num dia de chuva ou muito frio, ou quando falta tempo para encarar alguns quilômetros de carro para chegar a um lugar seguro, leia-se Ibira ou USP (já não tão segura assim), para correr mais outros quilômetros com as próprias pernas.
Foi buscando uma maneira de tornar os momentos sobre a esteira menos enfadonhos que resolvi testar a aula Bio Running, da academia Bio Ritmo. Hoje em dia várias academias promovem aulas específicas para quem quer correr. Sempre tive curiosidade em saber como são. E minha expectativa não ia além disso: me divertir e sentir o tempo passar mais rápido. Não estava atrás de performance, até porque seria uma aula só...
Pois posso dizer que saí da aula com a expectativa atendida. Os 50 minutos sobre a esteira pareceram 20, no máximo. Música bacana, alternância no treino, uma luzinha azul e telas de LCD na frente. Perfeito.
Fiz apenas uma aula, então seria até leviano falar aqui sobre resultados. Mas conversei com alguns alunos e saí de lá com uma impressão de que a aula funciona, e muito, para quem a usa como um complemento aos treinos fora dali. Ou para aqueles que não têm objetivos muito ambiciosos na corrida, faz sua esteirinha na academia para melhorar o condicionamento e nada mais. Um dos rapazes da aula estava na contagem regressiva para fazer a Serrinha de Maresias na prova de revezamento que parte em Bertioga e chega em Maresias. Quem já correu sabe: a pirambeira é braba. "Ah, mas não treinei só aqui na academia, não", ele disse, confirmando o que eu já previa. "Subi muito a Biologia (a subida mais íngreme da Cidade Universitária) para me preparar." As aulas funcionaram como um excelente extra para o rapaz, que estava se sentindo bem mais seguro com os quilômetros a mais rodados na esteira.
As aulas de Running da Bio Ritmo não são todas iguais. Um quadro na porta da sala mostra a programação do mês (clique aqui para vê-lo). Tem intervalado aeróbio, anaeróbio, com inclinação, fartlek, endurance, educativos e até um treco chamado Power Test (que eu prefiro nem saber o que é). A aula de ontem era Intervalada Aeróbia. Corrida em frequência moderada, entre 75% e 80% da frequência cardíaca, com inclinações variando até 4. Se encaixou bem no meu treino do dia, 60 minutos moderados, pela planilha passada pelo meu técnico. E o melhor: voou.
A academia oferece também um programa Plus para quem quer correr mais a sério. Aí os treinos são personalizados e passados por uma assessoria esportiva, a 5 Ways. Com rodagens (eba!) também fora da esteira.
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Shigueo
10/06/2011 18h38 Uia. ACho que alguém jogou um verde e colheu um roxo pq deve estar doendo até hj esse shlep-shlep! huahua
Ana Paula
26/05/2011 17h52 Olá, Fernando Abelha Se interessa a você saber: eu SEMPRE paguei minha academia. E vou continuar pagando. Isso também com nutricionistas, fisioterapeutas, treinador e tudo mais em torno da corrida. Tenho um blog porque corro e aadoro correr. Mas nem me considero uma blogueira. Sou uma jornalista corredora, e nesta exata ordem, sempre. E, como jornalista séria que sempre fui (aliás, muito antes do advento da internet, veja só como seu velhaca!), não aceito jabazinhos.
Felipe
25/05/2011 14h21 Oi Apa, tudo bem? Parabéns pelo blog! Bjs, F.
Fernando Abelha
24/05/2011 15h13 Sempre que leio posts dessa natureza, fico imaginando quanto tem de desprendimento e quanto tem de arrivismo. Fico pensando até onde o elogio é sincero e onde começa a troca de favores. Será que a jornalista/blogueira paga mensalidade na academia com o suor do próprio rosto ? sem trocadilho ? ou se exercita em troca de posts favoráveis e links para os objetos de suas matérias totalmente isentas de segundas intenções? Sei lá. Eu já achava que o jornalismo estava dominado por pessoas sem muito caráter, que se vendem por qualquer jabazinho. O advento da internet e dos blogs apenas escancarou a situação.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Reclamo do calor em corridas. Mas livrai-me da neve, amém!
Nas minhas duas últimas maratonas o fantasma do calor apareceu para melar tudo. Com a temperatura nas alturas, o jeito é reprogramar o pace para aguentar a corrida até o final. E aí, bau-bau tempo que você treinou para fazer... Hoje, lendo blogs de corrida munda afora, dei de cara com essa foto da Meia Maratona de Winnipeg, no Canadá.
Cerca de 1.500 valentes munidos de gorros, luvas e protetores de orelhas encararam, no último domingo, termômetros cravados em -6 graus e ventos (geladíssimos, imagino) de 55km/h que baixavam a temperatura para uma sensação de -16. Aí você deve estar pensando: "ah, mas os caras estão acostumados a correr no frio...". Sim, mas pasme: na última quinta-feira, a temperatura na cidade de Manitoba era de 20 graus POSITIVOS.
Certamente nenhum dos corredores da prova vai ler este meu post. Mas, ainda assim, mando um recado a cada um deles: para vocês, meus caros, eu tiro o chapéu (ou gorro, se preferirem).
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Fake and Cold Runner
04/05/2011 12h22 I was there. Thanks for you and Google Translator, who help me to understand your nice post
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Yes he can (e eu fiquei chocada)
A notícia certamente é velha para muita gente. Afinal, a coisa aconteceu há 18 anos, em 1993. Mas só hoje, xeretando uma lista bastante curiosa e divertida de celebridades que já correram maratonas nos Estados Unidos, descubro ali no meio um nome que, para mim ao menos, foi um tanto inusitado. George W. Bush, aquele mesmo, com aquela cara de quem só caminhava com os cachorros da Casa Branca e olhe lá, já completou uma maratona. Foi em Houston, e no respeitabilíssimo tempo de 3h 44min 52seg. Parando para pensar friamente, não sei por quê, exatamente, fiquei tão chocada com a descoberta. Ele treinou, foi lá e correu. Simples assim. Mas é que para mim é difícil, confesso, associar a cara do Bush a algo tão bom quanto correr uma maratona...
Abaixo, para quem ficou curioso, algumas outras celebridades que cruzaram a linha dos 42k195m, e seus respectivos tempos.
Oprah Winfrey, Marine Corps, 4:29:20
P. Diddy, Nova York, 4:14:54
David Lee Roth (do Van Halen), Nova York, 6:04:43
William Baldwin, Nova York, 3:24:29
Anthony Edwards (de E.R., Plantão Médico), Chicago, 3:55:40
Will Ferrell, Boston, 3:56:12
Freddie Prinze, Jr., Los Angeles, 5:50:49
Björn Ulvaeus (do Abba), Estocolmo, 3:23:54 (Mamma Mia!!)
Al Gore, Marine Corps, 4:58:25
Katie Holmes (a senhora Tom Cruise), Nova York, 5:29:58
Shia LeBeouf (de Transformers), Los Angeles, 4:35:00
Ryan Reynolds (ex Scarlett Johansson e Alanis Morrisette), Nova York, 3:50:22
Alanis Morrisette, Nova York, 4:28:45
Edward Norton, Nova York, 3:48:01
Sarah Palin (sim, a que foi candidata a vice-presidente dos EUA em 2008), Humpy's, 3:59:36
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Manoela
06/05/2011 01h54 Sério, tô mais chocada com a Oprah! Rs comercorrerremar.blogspot.com
Apa
03/05/2011 17h18 Vicent, todos correram... Em seus tempos, mas correram. Não?
Vicent
27/04/2011 18h12 Só o Bush correu... os outros só fizeram marketing
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Uma corrida histórica com 37 graus na moleira!
Berlim, setembro de 2009. Chicago, outubro de 2010. Escolhi minhas duas maratonas mais recentes levando em conta vários fatores, entre eles a temperatura. Hemisfério Norte nesta época do ano costuma ser uma delícia para quem corre, termômetros cravados nos baixos graus do outono. Dei azar. São Pedro pregou uma peça e, tanto em Berlim quanto em Chicago, os relógios apontaram cerca de 26 graus, com Sol forte batendo o tempo todo. Zebras não são privilégio do futebol, acontecem também na corrida... No último domingo fiz mais uma prova com calor -- um calor, diga-se de passagem, muito maior do que o que enfrentei em Berlim e Chicago. A temperatura chegou a 37 graus, sem um segundinho de sombra sequer. Como bem disse um colega jornalista, ir disputar uma corrida em abril, no Rio de Janeiro, e voltar reclamando do calor é no mínimo ridículo. É claro que todos nós, inscritos na Corrida da Ponte, esperávamos altas temperaturas. Desta vez não foi azar, foi obviedade. Mas o óbvio também pode ser duro, e muito duro. Uma coisa é saber com antecedência que você vai enfrentar calor. Outra coisa é sentir o corpo inteiro pegando fogo, fervendo a cada passada. E aí é que a experiência, os muitos quilômetros já rodados, fazem diferença.
No último terço de prova, depois do quilômetro 15 (eram 21,4km no total), mais ou menos, vi muita gente passsando mal, desmaiada. Gente que certamente não respeitou o calor, nem os limites do próprio corpo. Já na largada de uma prova como foi a de domingo, com Sol forte batendo desde as 6h30 da matina, é preciso retraçar objetivos. O tempo que se tinha em mente para completar a prova muitas vezes vai pro espaço... Mais importante do que olhar para o relógio, é preciso resistir até o fim e terminar.
Confesso que achei que não ia dar para cruzar a linha de chegada desta vez. Lá pelo km 11 as pernas pesaram, faltou fôlego. Diminuí o ritmo, mas não foi suficiente. Pela primeira vez no meu currículo de corredora decidi andar numa prova. Não foi uma decisão por livre e espontânea vontade, exatamente... Decisão totalmente forçada pela circunstância. Era isso ou não chegar. Não foi fácil. Quem é competitivo sabe o quanto é duro abrir mão do relógio, abstrair. Ao mesmo tempo, é um peso que sai das costas (das pernas, na verdade). A partir dali, curti mais a prova, olhei mais para a bela paisagem (passamos por cima da ponte Rio-Niterói) e, melhor do que tudo, percebi que cruzar a linha de chegada, independente do tempo cravado no relógio, já seria uma belíssima vitória.
Andei cerca de 2 quilômetros na prova toda. Encontrei um amigo por volta do km 19 e ele me puxou até o final. Cruzei a linha correndo, no meu pior tempo (até a minha estreia na distância foi melhor). Mas vou dizer uma coisa: foi a melhor pior prova da minha vida.
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Dora
20/04/2011 15h01 Parabéns, Apa. Você foi sensacional. Depois quero ouvir o seu relato pessoalmente.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Dez pontes pelo mundo para atravessar correndo antes de morrer
Estou que não me aguento de tanta ansiedade. Sei que não estou bem treinada, que vou para completar a prova sem pensar no relógio (o que para mim é um martírio, porque sou super competitiva), mas com a certeza de que terei uma das experiências mais belas da minha vida de corredora. Vou participar da Corrida da Ponte, que larga de Niterói e 21,4km depois chega ao MAM, no Rio de Janeiro. Vamos cruzar a Baía de Guanabara pela ponte mais famosa e charmosa do país (na minha humilde opinião) e seus 13,29 quilômetros de extensão.
A façanha me fez parar para pensar no privilégio que é poder cruzar, correndo, esses cartões postais. E pensei nas top ten pontes (a ordem tanto faz) que quero cruzar com meu próprio suor antes de morrer -- duas já cruzei, uma cruzarei no domingo (espero), faltam sete!

Ponte Verrazano (MISSÃO CUMPRIDA!)
Cruzei a ponte que liga Staten Island ao Brooklyn em novembro de 2008, na minha primeira maratona, a dura (mas incrível) Maratona de Nova York.
Em 2011: 6 de novembro
Site: www.ingnycmarathon.com

Ponte Estaiada (MISSÃO CUMPRIDA!)
Qualquer paulistano que passa por ela de carro, num trânsito infernal, sentirá um prazer enorme de cruzar o Rio Pinheiros correndo. Fiz isso na Meia das Pontes, no ano passado, e num dia de chuva. Para alguns, mico maior. Para mim foi puro deleite.
Em 2011: 25 de setembro
Site: www.meiadaspontes.com.br

Ponte Rio-Niterói
Essa eu vou cruzar no domingo, na Corrida da Ponte, no Rio de Janeiro.
Em 2011: 17 de abril
Site: www.corridadaponte.com.br

Sydney Harbour Bridge
Um dos maiores cartões postais da Austrália, na Blackmores Sydney Marathon.
Em 2011: 18 de setembro
Site: www.sydneyrunningfestival.com.au

Millau Viaduct
A ponte mais alta do mundo foi projetada por Norman Foster e fica no sul da França. Ela foi inaugurada em 2004 e, até hoje, houve apenas duas corridas por lá, a última em 2007. Estou na torcida por mais uma chance...
Em 2011: não há data marcada

Tower Bridge
É, para mim, uma das pontes mais lindas do mundo, numa das cidades mais incríveis do mundo. Você a cruza na Maratona de Londres.
Em 2011: 17 de abril
Site: www.virginlondonmarathon.com

Ponte do Bósforo
Imagine uma maratona em que você passa por dois continentes, Europa e Ásia, e, de quebra, com a paisagem de Istambul, na Turquia? Só na Istanbul Eurasia Marathon.
Em 2011: 16 de outubro
Site: www.istanbulmarathon.org

Ponte de Penang
Mais uma da Ásia, mais especificamente na Malásia. O percurso da Penang Bridge International Marathon deve ser duro, repare no pico que tem bem no meio da ponte...
Em 2011: 20 de novembro
Site: www.penangmarathon.gov.my

Ponte Golden Gate
O clássico dos clássicos das pontes do mundo todo. É só se inscrever na Maratona de São Francisco.
Em 2011: 31 de julho
Site: www.thesfmarathon.com

Ponte Carlos
Bom, essa eu vou ficar na vontade. A Ponte Carlos é antiquíssima (de 1357), charmosa como poucas, já tive o prazer de caminhar por ela (sempre lotada) numa viagem a Praga, mas exatamente por seu valor histórico, imagino, ninguém passa por ela correndo. Na Maratona de Praga, no entanto, passa-se pela ponte vizinha, também sobre o Rio Moldava. Já me contenta.
Em 2011: 8 de maio
Site: www.praguemarathon.com/en
A façanha me fez parar para pensar no privilégio que é poder cruzar, correndo, esses cartões postais. E pensei nas top ten pontes (a ordem tanto faz) que quero cruzar com meu próprio suor antes de morrer -- duas já cruzei, uma cruzarei no domingo (espero), faltam sete!

Ponte Verrazano (MISSÃO CUMPRIDA!)
Cruzei a ponte que liga Staten Island ao Brooklyn em novembro de 2008, na minha primeira maratona, a dura (mas incrível) Maratona de Nova York.
Em 2011: 6 de novembro
Site: www.ingnycmarathon.com

Ponte Estaiada (MISSÃO CUMPRIDA!)
Qualquer paulistano que passa por ela de carro, num trânsito infernal, sentirá um prazer enorme de cruzar o Rio Pinheiros correndo. Fiz isso na Meia das Pontes, no ano passado, e num dia de chuva. Para alguns, mico maior. Para mim foi puro deleite.
Em 2011: 25 de setembro
Site: www.meiadaspontes.com.br

Ponte Rio-Niterói
Essa eu vou cruzar no domingo, na Corrida da Ponte, no Rio de Janeiro.
Em 2011: 17 de abril
Site: www.corridadaponte.com.br

Sydney Harbour Bridge
Um dos maiores cartões postais da Austrália, na Blackmores Sydney Marathon.
Em 2011: 18 de setembro
Site: www.sydneyrunningfestival.com.au

Millau Viaduct
A ponte mais alta do mundo foi projetada por Norman Foster e fica no sul da França. Ela foi inaugurada em 2004 e, até hoje, houve apenas duas corridas por lá, a última em 2007. Estou na torcida por mais uma chance...
Em 2011: não há data marcada

Tower Bridge
É, para mim, uma das pontes mais lindas do mundo, numa das cidades mais incríveis do mundo. Você a cruza na Maratona de Londres.
Em 2011: 17 de abril
Site: www.virginlondonmarathon.com

Ponte do Bósforo
Imagine uma maratona em que você passa por dois continentes, Europa e Ásia, e, de quebra, com a paisagem de Istambul, na Turquia? Só na Istanbul Eurasia Marathon.
Em 2011: 16 de outubro
Site: www.istanbulmarathon.org

Ponte de Penang
Mais uma da Ásia, mais especificamente na Malásia. O percurso da Penang Bridge International Marathon deve ser duro, repare no pico que tem bem no meio da ponte...
Em 2011: 20 de novembro
Site: www.penangmarathon.gov.my

Ponte Golden Gate
O clássico dos clássicos das pontes do mundo todo. É só se inscrever na Maratona de São Francisco.
Em 2011: 31 de julho
Site: www.thesfmarathon.com

Ponte Carlos
Bom, essa eu vou ficar na vontade. A Ponte Carlos é antiquíssima (de 1357), charmosa como poucas, já tive o prazer de caminhar por ela (sempre lotada) numa viagem a Praga, mas exatamente por seu valor histórico, imagino, ninguém passa por ela correndo. Na Maratona de Praga, no entanto, passa-se pela ponte vizinha, também sobre o Rio Moldava. Já me contenta.
Em 2011: 8 de maio
Site: www.praguemarathon.com/en
segunda-feira, 14 de março de 2011
Não tem solução: corredores 'atropelam' caminhantes em provas
Ontem fiz minha primeira prova do ano. Corri os 12km na abertura do circuito Corpore, oficialmente batizada de 1a. Corrida e Caminhada Farmácia Walmart (quando patrocinador é novo, uma corrida ultratradicional vira 'primeira' edição, vai entender...). Corro há mais de cinco anos, já foram, por baixo, mais de 50 provas. Ainda assim, até hoje fico chocada com a falta de bom senso dos organizadores na hora das largadas. São poucos os que conseguem botar ordem para evitar "atropelamentos" logo de cara.
Neste quesito, a Corpore, que de maneira geral organiza muitíssimo bem suas provas, há tempos promove uma divisão tabajara que não serve nem para inglês ver. Na hora da inscrição está lá no site: você informa qual é o seu ritmo e seu número de peito virá na cor correpondente a ele. Aí já rola um problema: há corredores com "semancol" e corredores absolutamente sem noção. Tem gente que informa ali o ritmo que tinha há cinco anos, no auge da forma. E, pior, gente que preenche com o ritmo que um dia sonha ter (e talvez nunca terá). Nas provas sérias fora do Brasil é preciso comprovar oficialmente esse tempo (hoje é fácil, todas as provas são chipadas).
Na hora H, cada corredor, com sua respectiva cor, entra numa baia específica: os mais velozes ficam mais à frente, os mais lentos, mais para o fundo. Mas não funciona, é uma farra: as baias viram arco-íris, tudo que é cor junta e misturada, porque não há fiscalização. Você, leitor, que está acostumado a fazer provas e ver isso acontecer há tempos, deve estar pensando: "isso não é novidade"... Claro que não é, mas ontem a coisa tinha um agravante. Era uma "Corrida e Caminhada", lembra? E patrocinada pela "Farmácias Walmart", lembra? Bem lá na frente de todo mundo havia um imenso pelotão de VIPs, provavelmente funcionários do WalMart. Chuto que bem mais da metade estava ali para a caminhada. Aí o resultado foi patético. No congestionamento típico da largada, 12 mil inscritos, ainda era preciso desviar de quem estava lá (que bom!!!) para um passeio saudável.
A discussão sobre as baias de largada é antiga entre corredores, eu sei (e a solução não é difícil, acreditem). Mas, a julgar pelo absurdo e descaso que mais uma vez vi ontem, na Usp, ela ainda vai longe.
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Dora
14/03/2011 13h23 Concordo, sempre a mesma coisa...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
De volta aos treinos: faltam 58 dias para a Meia da Ponte Rio Niterói
Do lado esquerdo, o mar. Do lado direito, o mar também. Para quem acha pouco, tem também água debaixo dos nossos pés. Resisti, porque estou sem treinar direito há meses, e com uma dorzinha chata e persistente no quadril, mas não consegui. Impossível ficar de fora de uma das Meias Maratonas mais cobiçadas do ano, a Meia da Ponte Rio-Niterói.
Hoje minha inscrição foi confirmada - felizmente, uma hora depois de meu ortopedista ter ligado para dizer que a ressonância feita não apontou nada grave. "É só não querer bater recordes, moça", ele alertou (vai ser duríssimo ir com pouca sede ao pote, confesso). A prova será no dia 17 de abril. Larga de Niterói, pega a ponte, chega ao Rio e percorre todo o Aterro do Flamengo até acabar à beira da Baía de Guanabara. Arrepia só de imaginar...
As incrições abrem oficialmente na segunda-feira, pelo site da prova, e a expectativa é de que acabem logo. Então fique de olho, se o visual da foto acima também te seduziu, para não ficar fora dessa. Em tempo: somente poderão fazer a inscrição quem comprovar participação e conclusão numa meia maratona com tempo máximo de 2h45, e/ou maratona com tempo máximo de 5h30, nos últimos dois anos (2009 ou 2010).
Devidamente inscrita, agora acabou a folga. A partir de amanhã, vida nova. E ela começa com treino especial no Ibirapuera, com a equipe toda, num combo de circuito. Vamos que vamos.
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Dora
14/03/2011 13h25 Linda, linda, linda essa prova. Eu queria poder ficar sobrevoando e fotografando vocês lá de cima. Se souber de alguém que precisa de companhia "nos ares", é só dizer.
Antonio COlucci
24/02/2011 12h21 Nos vemos lá! #aisim Beijos Colucci @antoniocolucci
Hoje minha inscrição foi confirmada - felizmente, uma hora depois de meu ortopedista ter ligado para dizer que a ressonância feita não apontou nada grave. "É só não querer bater recordes, moça", ele alertou (vai ser duríssimo ir com pouca sede ao pote, confesso). A prova será no dia 17 de abril. Larga de Niterói, pega a ponte, chega ao Rio e percorre todo o Aterro do Flamengo até acabar à beira da Baía de Guanabara. Arrepia só de imaginar...
As incrições abrem oficialmente na segunda-feira, pelo site da prova, e a expectativa é de que acabem logo. Então fique de olho, se o visual da foto acima também te seduziu, para não ficar fora dessa. Em tempo: somente poderão fazer a inscrição quem comprovar participação e conclusão numa meia maratona com tempo máximo de 2h45, e/ou maratona com tempo máximo de 5h30, nos últimos dois anos (2009 ou 2010).
Devidamente inscrita, agora acabou a folga. A partir de amanhã, vida nova. E ela começa com treino especial no Ibirapuera, com a equipe toda, num combo de circuito. Vamos que vamos.
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Dora
14/03/2011 13h25 Linda, linda, linda essa prova. Eu queria poder ficar sobrevoando e fotografando vocês lá de cima. Se souber de alguém que precisa de companhia "nos ares", é só dizer.
Antonio COlucci
24/02/2011 12h21 Nos vemos lá! #aisim Beijos Colucci @antoniocolucci
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Correr sem óculos: uma aventura quase às cegas
Comecei a usar óculos quando tinha apenas 4 anos. A "tia" da minha primeira escolinha chamou minha mãe para um papo sério, logo depois de aplicar aquele teste do "mostre com as mãos para que lado o E está virado". Meus Es iam todos para os lados que minha criatividade me mandavam apontar. A visão não ajudou muito. Desesperada com a notícia de que tinha uma filha quase cega, minha mãe me carregou para uns cinco especialistas. De fato, o olho direito tinha (e ainda tem) um astigmatismo altíssimo, usei até tampão para ver se melhorava.
O que toda essa novela tem a ver com corrida? Pois bem: a vista melhorou, mas pouco. Uso óculos ou lente de contato e tudo se resolve. Mas quando saio para treinar volto a ser aquela menininha de 4 anos com as mãozinhas apontadas para cima, para baixado, esquerda ou direita, sem muita ideia de qual direção era de fato a correta. Corro sem óculos. Já tentei sair com eles, mas os benditos caem. As lentes também foram um sufoco, os olhos arderam assim que a primeira gota de suor escorreu da testa. Então vou às cegas mesmo.
Como meu problema é o astigmatismo, até enxergo as coisas. Nunca caí num buraco ou tropecei numa calçada, por exemplo. Só que vejo tudo sem muito foco. Então, no fim de semana passado, aconteceu mais uma vez: alguém passou por mim no meio do treino, gritou um "oi, Apa", acenou, eu acenei de volta, e até agora não faço a menor ideia de quem tenha sido.
Uma vez passei por isso numa prova de revezamento em Maresias. Saí de uma trilha e, assim que botei os pés nas areias de Juquehy, toda esbaforida, um casal sentado sobre uma canga (viram como eu enxergo alguma coisa?) gritou o meu nome. Não dava para parar. Deu apenas para perceber que a mulher tinha cabelos cacheados. Passou-se mais de um mês até que, num aniversário, uma amiga que não vejo muito me dissesse que tinha sido ela a moça das areias de Juquehy. Vexame. Tudo isso devidamente explicado, se um dia a gente se cruzar por aí, já ficam aqui as minhas desculpas e um oi adiantado. Porque o aceno, certamente, será um a la Mr. Magoo.
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Dora
14/03/2011 13h27 Se te serve de consolo, eu ouço várias pessoas gritando "Oi, Dora", também aceno e não sei para quem...
Renata
14/02/2011 21h29 Boa, Ana Paula! O que importa é correr. E até que vale a pena não saber quem é que te chama ou acena, não? Assim, vc não perde o foco da corrida, pois não ia dar pra bater um papo ou dar um beijo mesmo, né?! :-) Beijos com saudades! Renata
Denise
14/02/2011 21h16 Se nos encontrarmos daqui um tempo, fique tranquila: não fui eu que cruzei com você no seu treino no final de semana passado, ok!!! Uma a menos na lista! rs. Bj
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Meu amigo corre todo desajeitado: aviso ou não?
Ontem à noite fui para o Ibirapuera fazer meu treino. E aconteceu uma coisa que vira e mexe acontece comigo. Estava eu na minha corridinha quando passa por mim uma moça absolutamente desengonçada, postura toda errada, cotovelos abertíssimos, cada pé batendo com tanta força no chão que parecia mais o barulho de um elefante correndo (antes que me chamem de preconceituosa, a menina nem gorda era).
Na hora pensei num dos meus episódios favoritos de Friends, a série. Phoebe quer encontrar Rachel no Central Park para as duas correrem juntas. Só que Rachel já conhece o jeitão desengonçado da amiga e dá vários perdidos, para não passar vergonha com ela. É hilário.
Bom, mas voltado ao caso de ontem no Ibira: nessas situações, a gente deve ou não dar um toque para a pessoa? Sempre fico neste mesmo dilema e sempre decido por não me meter. Não sei se estou certa. Uma vez aconteceu o oposto comigo. Fiquei na posição da desengonçada. Tinha 30 minutos de trote levíssimo na Usp e estava pensando na morte da bezerra, na rua da raia, quando uma corredora passou por mim e, simpatissíssima, soltou um "desculpa eu me meter, nem sei se deveria, mas sua corrida está perfeita, exceto pelos braços. Fecha mais o cotovelo, senão vai sentir as costas".
Não fiquei brava, ao contrário. De fato estava errada, corrigi os braços e segui em frente. E você, o que faria? O que faria (ou costuma fazer) quando vê alguém com a postura errada na corrida? E como reagiria se alguém corrigisse suas passadas?
Ah, veja aqui o vídeo
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Dora
14/03/2011 13h30 Eu quero ser avisada se estiver correndo errado. Mas confesso que não aviso ninguém. E olha que no Ibira tem cada figura... By the way, eu AMO esse episódio da Phoebe.
Shigueo
11/02/2011 16h08 Já vi muita gente correr com uma forma esquisita mas preferi não me meter. Acho que quem pode fazer isso é treinador... Como não sou, fico na minha. O único conselho que dei pra uma outra corredora foi quando vi que ela estava correndo no mesmo sentido do tráfego. Vinha atrás e vi que além dela estar na faixa errada ela tendia a correr pro meio da rua. Quando a ultrapassei, falei que era mais seguro correr no contra-fluxo. Não sei, mas acho que ela não gostou muito pois continuou onde estava... Inté, Shigueo
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
A paixão pela corrida tatuada no corpo
Corredor é um bicho vaidoso, sem dúvida. Vira e mexe vejo alguém espalhando o seu resultado de prova, sua colocação, sua performance no último treino, no Twitter. Pois tem corredor que vai ainda além. Nas minhas corridas pela USP quase sempre cruzo com triatletas desfilando, todo orgulhosos, sua tatuagem do homenzinho do Ironman na panturrilha. É bem comum. Aqui no Brasil essa moda de estampar no corpo sua paixão pela corrida (ou por seus recordes) ainda é meio tímida. Mas arrisco que, com o crescimento do esporte por aqui, e a verdadeira adoração que os brasileiros têm por tatuagens, que isso vai aumentar. Enquanto não aumenta, segue abaixo uma galeria de tattoos que encontrei mundo afora, em homenagem ao próprio suor... Em tempo: o 26.2 que aparece em várias tatuagens é a distância da maratona, em milhas.
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Dê Seixas
23/05/2011 10h44 ahaha! E eu fiz a maratona esse findi em POA e to aqui procurando tatuagens de corrida, justamente por conta da Maratona!!!!
Cassio Diniz
01/04/2011 18h53 Tenho uma tatuagem de uma silhueta de um corredor, que fiz na panturrilha, depois de fazer minha primeira maratona, ano passado em POA.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Belga completa 365 maratonas em um ano e entra para o Guiness
Que corredor é bicho meio maluco, a gente (em especial quem faz parte do time, como eu) já sabe. Que muitos de nós tem uma espécie de Guiness Book pessoal dentro de si, também. Vivemos para correr mais e melhor, bater nossas marcas. Pois isso foi pouco para o belga Stefaan Engels, de 49 anos. Não bastava superar seus próprios limites, ele teve de ir além.
Conhecido como "Marathon Man", o Dean Karnazes europeu completou nada menos do que 365 maratonas em 365 dias e entrou para o Guinnes Book of Records. Todas as provas foram na Europa e nos Estados Unidos, a última delas no sábado, em Barcelona, na Espanha. Foram 15.401 quilômetros e 175 metros, cada maratona feita numa média de quatro horas (na mais rápida ele cruzou a linha em 2 horas e 56 minutos).
Stefaan já tinha outro recorde no currículo antes desta última loucura: o de maior número de Ironmans (triatlo com 180km de bicicleta, 3.800m de natação e 42,195km de corrida) num ano. Foram 20 em 2007 e outros 20 em 2008.
Nada mal para quem, quando criança, tinha asma e ouviu dos médicos que devia ficar longe dos esportes...
Conhecido como "Marathon Man", o Dean Karnazes europeu completou nada menos do que 365 maratonas em 365 dias e entrou para o Guinnes Book of Records. Todas as provas foram na Europa e nos Estados Unidos, a última delas no sábado, em Barcelona, na Espanha. Foram 15.401 quilômetros e 175 metros, cada maratona feita numa média de quatro horas (na mais rápida ele cruzou a linha em 2 horas e 56 minutos).
Stefaan já tinha outro recorde no currículo antes desta última loucura: o de maior número de Ironmans (triatlo com 180km de bicicleta, 3.800m de natação e 42,195km de corrida) num ano. Foram 20 em 2007 e outros 20 em 2008.
Nada mal para quem, quando criança, tinha asma e ouviu dos médicos que devia ficar longe dos esportes...
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Em 34 anos, pai já fez mais de mil corridas empurrando filho deficiente
"Yes, you can!". Muito antes de Barack Obama lançar seu slogan nas eleições à presidência, nos Estados Unidos, este já era o lema de Dicky e Rick Hoyt. Já ouvi algumas vezes a comovente história dessa dupla. Dicky é o pai. Rick, o filho. Rick nasceu com paralisia cerebral, passou a vida numa cadeira de rodas, tem dificuldade para até para se comunicar.
Dicky era sedentário, Rick tinha o sonho de participar de uma corrida. O filho então convenceu o pai a empurrar sua cadeira numa prova. Era 1977, o rapaz tinha 15 anos. De lá para cá passaram-se 34 anos e Dicky e Rick somam, juntos, mais de mil participações em provas, incluindo maratonas (a da Boston também) e triathlons (Iroman na lista).
Vi um vídeo dos dois certa vez e, claro, me debulhei em lágrimas. Agora me preparo para conhecer essa história mais a fundo. A Editora Novo Conceito me mandou hoje uma cópia de "Devoção" (208 págs., R$ 34,90), livro escrito por Dicky, sobre as aventuras as lado do filho. Dei uma rápida folheada e já me arrepiei. Divido aqui no blog com vocês um trecho da carta que encerra o livro, é Rick agradecendo o pai pela vida que teve. É ou não é um belo exemplo?
"Tenho uma lista de coisas que faria se não fosse deficiente. No topo dela está: daria o melhor de mim para participar do Ironman puxando, pedalando e empurrando você! Depois empurraria você na Maratona de Boston. E cuidaria de você quando ficasse velho demais para cuidar de si mesmo."
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Shigueo
09/02/2011 20h20 Valeu pela dica. Vou botar na minha lista!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Até que a corrida os separe?
Acabei de ler uma matéria no site do Wall Street Journal que, para muitos corredores, vai parecer assustadora. Para mim pareceu só loucura mesmo... Uma terapeuta de casais conta que aumentou, e muito, o número de pacientes que procuram seu consultório com a relação em crise, por causa da corrida. A matéria é meio machista, a bem da verdade. Todos os casais ouvidos mostram mulheres pês da vida porque seus maridos resolveram treinar forte, colocam os tênis, partem para a rua e não param mais em casa. Uma delas conta que acorda todos os dias sozinha, porque o cara com quem se casou há anos sai antes de amanhecer para correr. A única mulher esportista ouvida na reportagem viu sua relação em crise porque perdeu bastante pesso treinando e aí percebeu que, com um corpo mais atlético, podia atrair outros homens. Gente, parem as máquinas, né? Ou o repórter do Wall Street Journal enlouqueceu ou a noção que ele tem de relacionamento é bem maluca (tem um quê de maluquice da própria sociedade americana aí, na verdade). Se um relacionamento não sobrevive aos treinos de ou de outro ou, pior, à melhora física de um ou de outro, raios, então que ele termine de vez... Quem corre e tem um parceiro sedentário sabe que é duro mesmo conciliar agendas. Mas o mesmo pode-se dizer quando só um gosta de futebol, joga pôker, adora cozinhar, faz faculdade etc. Este assunto me fez pensar em inúmeros exemplos de amigos que são megaultrafelizes juntos, um correndo e outro não (ou nem tanto). A Marisa levava livros ao Ibirapuera para esperar o André fazer seu longão de 30 quilômetros. O Marcio comprou uma bicicleta e pedala enquanto a Luciana corre (ele diz que só correria se soubesse de onde,para onde e para quê). E, no ano passado, contei aqui mesmo no Diário a história do Daniel Sarti. Treinando loucamente para uma maratona, ele passava tão pouco tempo ajudando a mulher com os filhos que, para agradecer a compreensão e apoio dela, percorreu as pirambeiras de Perdizes de modo a formar com o GPS, no Google Maps, a frase J'Taime (a Corinne é francesa, daí a declaração de amor nesta língua). Estou romântica demais (com os relacionamentos? com a corrida?) ou esse papo da terapeuta americana também lhe parece loucura?
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Simone Manocchio
07/02/2011 15h23 O problema, Apa, é a falta de equilíbrio de alguns homens e mulheres também. Eu e o Bruno (Vicari) nos damos super bem porque conseguimos equilibrar as coisas. E, quando há filhos, é mais complicado ainda porque nem sempre dá pra correr junto. Então, vai um e o outro fica com a filha e assim a gente vai treinando...
Shigueo
01/02/2011 21h20 Nossa, não estou conseguindo acompanhar a velocidade dos posts aqui! Há um tempo atrás vi um cara na comunidade de corridas do Orkut dizendo que o relacionamento com a esposa tinha se deteriorado pq segundo ela a corrida era a outra dele! Sei lá. Como qualquer coisa na vida, tem que ter equilíbrio e olhar a coisa por vários prismas. Ficar ensimesmado só dá problema. Tenho a ligeira impressão que se disser pra patroa que pretendo fazer a maratona de NY, ela não vai reclamar de vir junto! hehe Inté, Shigueo
Bianca
01/02/2011 19h40 Falou tudo! Talvez tenha um pouco de cada coisa aí: cultura machista segundo a qual casamento é sinônimo de "simbiose", cultura americana (terapeutas, jornalistas... não ...só americanos) que transforma casos individuais em "estatísticas" e "síndromes" (e não é que lendo a matéria já existe uma síndrome, a do "divórcio por Triathlon"? Poderia ser também a "síndrome do travesseiro vazio", que tal?), e relacionamentos que, de fato, não sobreviveriam mesmo se o casal permanecesse sedentário. A solução sugerida para os conflitos pela reportagem? O casal correr e se exercitar junto... Já imaginou, assistir a todos os jogos do Vasco, ler os muitos livros de psicologia, ir a todas as reuniões de trabalho um do outro, ou mesmo comer apenas o que o(a) outro(a) gosta? Aí é que eu iria correr de verdade!
Bianca Alfano
01/02/2011 19h29 Falou tudo! Talvez tenha um pouco de cada coisa aí: cultura machista para a qual casamento é sinônimo de "simbiose", cultura americana (terapeutas, jornalistas... não só americanos) que transforma casos individuais em "estatísticas" e "síndromes" (e não é que lendo a matéria já existe uma síndrome, a do "divórcio por Triathlon"? Poderia ser também a "síndrome do travesseiro vazio", que tal?), e relacionamentos que, de fato, não sobreviveriam mesmo se o casal permanecesse sedentário. A solução sugerida para os conflitos pela reportagem? O casal correr e se exercitar junto... Já imaginou, assistir a todos os jogos do Vasco, ler os muitos livros de psicologia, ir a todas as reuniões de trabalho um do outro, ou mesmo comer apenas o que o(a) outro(a) gosta? Aí é que eu iria correr de verdade!
Dora
01/02/2011 18h28 Loucura total ! Mesmo eu e o Xico correndo, muitas vezes eu tive que esperar o treino dele terminar (porque era muito mais longo do que o meu) ou ele tem que me esperar (porque eu corro muito mais devagar...). E mesmo que não corresse, juro que iria incentivá-lo. Acho que aqui em casa quem tem "ciúmes" da nossa corrida são nossos filhos ... rsrsrs
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Incrições para a Maratona de Chicago abrem à meia-noite
Não é trocadilho, não: corra. Corra no pace mais forte que você conseguir. As incrições para a Maratona de Chicago, uma das cinco majors, uma das mais rápidas e mais concorridas do mundo, abrem à meia-noite de 1 de fevereiro. Elas terminam assim que as 45 mil vagas forem preenchidas. Pode parecer muito, mas não é. Acabam num piscar de olhos. A inscrição custa US$ 170 para quem não é americano. Veja mais detalhes no site da maratona. A prova em 2011 será no dia 9 de outubro. Vale a pena ficar atento e participar. Corri a prova no ano passado e listo aqui cinco bons motivos para querer corrê-la novamente.
1 - Na edição 2010 o calor bateu forte, chegou na casa dos 27 graus e muito sol. Tenho certeza de que, no frio tradicional de Chicago, dá para fazer uma maratona num tempo bem melhor.
2 - A largada é às 7h30 e há a possibilidade de largada em currais conforme seu tempo em outras provas anteriores. Tudo deve ser comprovado oficialmente, e a entrada em cada curral de fato é fiscalizada. nada da farra que se v~e aqui no Brasil, onde larga na frente quem é mais "esperto".
3 - Há poucas subidas e as largas avenidas colaboram para o "trânsito" de corredores. Não há engarrafamentos.
4 - A maratona quase se iguala a Nova York no quesito público. Ao longo de quase todo o percurso há multidões nas calçadas, incentivando cada um dos nossos passos.
5 - Chicago é uma cidade maravilhosa. Todo mundo que corre uma maratona em outro país deve pensar também no lado turístico. A passagem é cara, vale a pena aproveitar uns dias extras para conhecer o lugar. De boas compras a ótimos restaurantes e casas de blues, Chicago ferve.
A eterna briga da USP com os corredores
A discussão sobre o uso da Cidade Universitária pelos corredores, em especial nas manhãs de sábado, é antiga. Já falou-se em criar uma carteirinha para controlar a entrada e até em proibir, mas até agora nada foi feito. Fato é que, enquanto as medidas não são tomadas, nós, corredores, sentimos na pele a raiva que a comunidade uspiana tem dos atletas amadores que invadem o campus -- estima-se que somos cerca de 8 mil rodando por lá, aos sábados. Aconteceu comigo na semana passada.
O calor era insuportável, Sol rachando o coco na avenida da raia, a pressão caiu, senti tontura. Estava passando pelo Instituto de Psicologia, que fica vizinho à Escola de Comunicação e Artes, onde essa blogueira que vos escreve estudou durante quatro anos. Lembrei que a Psicologia tem uma clínica que atende a comunidade inclusive aos sábados, e pensei: há de haver um banheiro disponível ali, para eu jogar água no rosto e me recuperar para chegar ao bosque, uns três quilômetros adiante, onde minha equipe se reúne. Vira e mexe tento usar banheiros pela Usp aos sábados. Vários deles ficam em faculdades que estão fechadas mas, mesmo assim, nunca havia levado um não na cara. Foi acontecer logo no dia em que eu estava passando mal, e bem mal.
O porteiro da Clínica de Psicologia não teve a menor compaixão: "não pode entrar não. Tem câmeras e se eu deixar vou me complicar". Tentei argumentar (tenho essa mania): "não acredito que o senhor vai me deixar desmaiar aqui", retruquei. E ele: "ninguém mandou vir correr aqui na Usp, moça. Aqui a senhora não entra porque o banheiro não é público". A raiva que senti naquele momento deve ter feito a minha pressão cair um pouco mais... Primeiro: aquele banheiro é, sim, público. Indiretamente público, porque está numa universidade pública. Mas isso nem vem ao caso. Minha casa não é pública, é privadíssima, mas se passar alguém na porta passando mal vou ajudar, oferecer um copo de água, qualquer coisa. Não, o porteiro bateu a porta de vidro na minha cara, voltou à sua cadeira e não se comoveu nem mesmo com o fato de eue ter passado mais dez minutos sentada no banco de concreto ali na frente, até me recuperar.
Sem me dar por satisfeita, segui até o próximo bloco do próprio Instituto de Psicologia, expliquei a situação ao porteiro. Ele gentilmente me deixou usar o banheiro e disse tudo: "Poder não pode, moça, mas a gente abre exceções quando alguém passa mal, né? Aí é questão de humanidade". Ah, amigo, se todos fossem no mundo iguais a você...
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Joel Leitão
01/02/2011 22h29 Oi, Ana Paula! Poxa, e no seu caso, você até estudou por lá... mas nada justifica a forma como somos tratados na USP. Nessa nossa cidade que não tem espaço decente para a prática de esportes a USP deveria sentir orgulho de tanta gente lotar o campus para correr, pedalar, caminhar, enfim, seria no mínimo 'politicamente correto', não é mesmo? Por essas e outras que vejo com muita reticência a atuação das secretarias municipal e estadual de esportes, que nada fazem para nos ajudar. Vira e mexe faço meus longões por lá e não foram poucas as vezes que corri com vontade de fazer xixi. Usei isso como mais um desafio (correr 'apertado'), continuei correndo até terminar o treino, e fui embora rapidinho. Só conheço um banheiro perto do Bosque, e ainda assim 'intransitável'. Valeu por abordar o assunto. http://corredordisciplinado.blogspot.com/
Dora
01/02/2011 18h39 Eu nunca fui ao banheiro na USP, mas ficaria muito brava se precisasse e não pudesse ir. Entendo perfeitamente que as faculdades não podem deixar todas as portas abertas, porque com tanta gente correndo/pedalando imagino que iria ficar meio complicado. Mas deveríam haver banheiros públicos. Eu adoraria correr em outros lugares para variar (sábado estava particularmente cheio), mas quais são as outras opções que temos? Muito poucas !
MESSIAS
01/02/2011 14h25 Há algum tempo não frequento a USP , o motivo principal é a falta de banheiro público . Por algumas vezes fui obrigado a usar moitas , árvores , etc . O que é muito desagradável ...Nos últimos três anos tive oportunidade de conhecer alguns campi de universidades americanas(UCLA , Harvad e Stanford) e os corredores são muito benvindos nelas . Não havendo treinos , as pistas de atletismo são de uso livre .
Simone Manocchio
31/01/2011 13h29 É um absurdo mesmo, Ana. Acredito que a USP está com os dias contados para os corredores e isso é triste. A falta de sensibilidade do porteiro é inaceitável, mas a frase "quem mandou vc vir correr aqui" é praticamente um hino que se ensaia todos os dias no campus. Está instruído para ser hostil com os atletas, com certeza. Boa sorte e boas provas. Abraço!
Wanderlei de Oliveira
31/01/2011 13h17 Lamentável! Não é a primeira vez que isso acontece. O mesmo se repetiu com a Paty e várias outras pessoas no ano passado.
O calor era insuportável, Sol rachando o coco na avenida da raia, a pressão caiu, senti tontura. Estava passando pelo Instituto de Psicologia, que fica vizinho à Escola de Comunicação e Artes, onde essa blogueira que vos escreve estudou durante quatro anos. Lembrei que a Psicologia tem uma clínica que atende a comunidade inclusive aos sábados, e pensei: há de haver um banheiro disponível ali, para eu jogar água no rosto e me recuperar para chegar ao bosque, uns três quilômetros adiante, onde minha equipe se reúne. Vira e mexe tento usar banheiros pela Usp aos sábados. Vários deles ficam em faculdades que estão fechadas mas, mesmo assim, nunca havia levado um não na cara. Foi acontecer logo no dia em que eu estava passando mal, e bem mal.
O porteiro da Clínica de Psicologia não teve a menor compaixão: "não pode entrar não. Tem câmeras e se eu deixar vou me complicar". Tentei argumentar (tenho essa mania): "não acredito que o senhor vai me deixar desmaiar aqui", retruquei. E ele: "ninguém mandou vir correr aqui na Usp, moça. Aqui a senhora não entra porque o banheiro não é público". A raiva que senti naquele momento deve ter feito a minha pressão cair um pouco mais... Primeiro: aquele banheiro é, sim, público. Indiretamente público, porque está numa universidade pública. Mas isso nem vem ao caso. Minha casa não é pública, é privadíssima, mas se passar alguém na porta passando mal vou ajudar, oferecer um copo de água, qualquer coisa. Não, o porteiro bateu a porta de vidro na minha cara, voltou à sua cadeira e não se comoveu nem mesmo com o fato de eue ter passado mais dez minutos sentada no banco de concreto ali na frente, até me recuperar.
Sem me dar por satisfeita, segui até o próximo bloco do próprio Instituto de Psicologia, expliquei a situação ao porteiro. Ele gentilmente me deixou usar o banheiro e disse tudo: "Poder não pode, moça, mas a gente abre exceções quando alguém passa mal, né? Aí é questão de humanidade". Ah, amigo, se todos fossem no mundo iguais a você...
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Joel Leitão
01/02/2011 22h29 Oi, Ana Paula! Poxa, e no seu caso, você até estudou por lá... mas nada justifica a forma como somos tratados na USP. Nessa nossa cidade que não tem espaço decente para a prática de esportes a USP deveria sentir orgulho de tanta gente lotar o campus para correr, pedalar, caminhar, enfim, seria no mínimo 'politicamente correto', não é mesmo? Por essas e outras que vejo com muita reticência a atuação das secretarias municipal e estadual de esportes, que nada fazem para nos ajudar. Vira e mexe faço meus longões por lá e não foram poucas as vezes que corri com vontade de fazer xixi. Usei isso como mais um desafio (correr 'apertado'), continuei correndo até terminar o treino, e fui embora rapidinho. Só conheço um banheiro perto do Bosque, e ainda assim 'intransitável'. Valeu por abordar o assunto. http://corredordisciplinado.blogspot.com/
Dora
01/02/2011 18h39 Eu nunca fui ao banheiro na USP, mas ficaria muito brava se precisasse e não pudesse ir. Entendo perfeitamente que as faculdades não podem deixar todas as portas abertas, porque com tanta gente correndo/pedalando imagino que iria ficar meio complicado. Mas deveríam haver banheiros públicos. Eu adoraria correr em outros lugares para variar (sábado estava particularmente cheio), mas quais são as outras opções que temos? Muito poucas !
MESSIAS
01/02/2011 14h25 Há algum tempo não frequento a USP , o motivo principal é a falta de banheiro público . Por algumas vezes fui obrigado a usar moitas , árvores , etc . O que é muito desagradável ...Nos últimos três anos tive oportunidade de conhecer alguns campi de universidades americanas(UCLA , Harvad e Stanford) e os corredores são muito benvindos nelas . Não havendo treinos , as pistas de atletismo são de uso livre .
Simone Manocchio
31/01/2011 13h29 É um absurdo mesmo, Ana. Acredito que a USP está com os dias contados para os corredores e isso é triste. A falta de sensibilidade do porteiro é inaceitável, mas a frase "quem mandou vc vir correr aqui" é praticamente um hino que se ensaia todos os dias no campus. Está instruído para ser hostil com os atletas, com certeza. Boa sorte e boas provas. Abraço!
Wanderlei de Oliveira
31/01/2011 13h17 Lamentável! Não é a primeira vez que isso acontece. O mesmo se repetiu com a Paty e várias outras pessoas no ano passado.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
O dia em que me senti uma corredora profissional
Nunca entendo muito bem quando algum amigo também fã de corrida conta que vai participar de uma prova e solta a frase "ah, não ligo para tempo, quero só terminar". Quer dizer, até entendo, mas ela nunca valeu para mim. Desde que comecei a correr, há cinco anos, sou viciada em bater metas, em treinar para conseguir sempre um tempo melhor. Há quem me chame de viciada, ou bitolada (e às vezes sou mesmo), mas prefiro enxergar como determinação e, principalmente, espírito competitivo. Como eu, há uma legião imensa de corredores movidos a marcas, que lotam a USP aos sábados, não perdem treinos, aderem ao GPS no pulso, sempre atrás de bater recordes. Pois parece que finalmente o mercado abriu os olhos: gente assim rende dinheiro, consome ferozmente o que for indicado para baixar tempos.
Este mês foi lançada uma revista só para corredores que buscam performance, a Finisher, editada pela Iguana Sports, empresa que produz provas top como a Nike 600K. A própria Iguana fechou com a Asics para organizar a Golden Four, um circuito de quatro meias maratonas pelo Brasil voltadas para quem quer bater seus recordes na distância.
E ontem a Asics mostrou para a imprensa mais um passo na direção destes "malucos por corrida" -- ou, como eles preferem chamar, aqueles que "correm de verdade". Eles acabam de lançar um tênis específico para este público, o Gel Speedstar-5. Ele tem menos costuras e pesa só 260 gramas, mas para mim a grande estrela aí nem é o tênis (pelo menos até eu testar o bichinho), mas a campanha que o lança. Na hora que bati os olhos tive certeza: este publicitário é corredor, e dos bons... Só quem corre forte entende (os pés, as pernas, a cabeça, a alma) outro da mesma espécie. Batata: li no blog do Sérgio Xavier, diretor da Runners World, que Ricardo Chester, o "pai" da ideia, correu a Maratona de Chicago no ano passado, como eu.
A arma principal é certeira: colocar amadores no papel de garotos-propaganda. Impossivel não se identificar (meus tempos estão bem abaixo dos deles, é bom explicar, mas isso não vem ao caso), até porque cruzo frequentemente com dois deles na Usp, aos sábados (eles passam voando por mim). Gente de verdade, com marcas aparentemente impossíveis para alguns, mas todas também de verdade.
O texto que abre o folder do tênis também é matador. Diz assim:
"Um GEL-Speedstar 5 não é um tênis para quem corre.
É para quem corre mesmo. Quem corre disputa provas.
Quem corre mesmo disputa mais do que provas.
Quem corre, depois da prova, ganha uma medalha.
Quem corre mesmo, depois da prova, também ganha uma medalha. Igual à de todo mundo.
A diferença é que, para quem corre, chegar simplesmente já é uma grande vitória.
Para quem corre mesmo, não. Quem corre mesmo disputa outro desafio. Uma medalha diferente.
Quem corre mesmo entra numa prova para correr contra o tempo. O seu tempo.
E, quando ganha do seu tempo, conquista uma medalha diferente.
Enquanto quem simplesmente corre põe a medalha no pescoço, quem corre mesmo,
quando ganha do tempo, coloca uma medalha num outro lugar.
Muito mais especial.
Dentro do peito."
A campanha (fotografada por JR Duran) começa a circular no dia 14 de fevereiro. Mas já tem uma palhinha com os bastidores no Youtube. Delícia ouvir esses amadores falando sobre corrida e competição. Faço minhas as palavras deles...
Este mês foi lançada uma revista só para corredores que buscam performance, a Finisher, editada pela Iguana Sports, empresa que produz provas top como a Nike 600K. A própria Iguana fechou com a Asics para organizar a Golden Four, um circuito de quatro meias maratonas pelo Brasil voltadas para quem quer bater seus recordes na distância.
E ontem a Asics mostrou para a imprensa mais um passo na direção destes "malucos por corrida" -- ou, como eles preferem chamar, aqueles que "correm de verdade". Eles acabam de lançar um tênis específico para este público, o Gel Speedstar-5. Ele tem menos costuras e pesa só 260 gramas, mas para mim a grande estrela aí nem é o tênis (pelo menos até eu testar o bichinho), mas a campanha que o lança. Na hora que bati os olhos tive certeza: este publicitário é corredor, e dos bons... Só quem corre forte entende (os pés, as pernas, a cabeça, a alma) outro da mesma espécie. Batata: li no blog do Sérgio Xavier, diretor da Runners World, que Ricardo Chester, o "pai" da ideia, correu a Maratona de Chicago no ano passado, como eu.
A arma principal é certeira: colocar amadores no papel de garotos-propaganda. Impossivel não se identificar (meus tempos estão bem abaixo dos deles, é bom explicar, mas isso não vem ao caso), até porque cruzo frequentemente com dois deles na Usp, aos sábados (eles passam voando por mim). Gente de verdade, com marcas aparentemente impossíveis para alguns, mas todas também de verdade.
O texto que abre o folder do tênis também é matador. Diz assim:
"Um GEL-Speedstar 5 não é um tênis para quem corre.
É para quem corre mesmo. Quem corre disputa provas.
Quem corre mesmo disputa mais do que provas.
Quem corre, depois da prova, ganha uma medalha.
Quem corre mesmo, depois da prova, também ganha uma medalha. Igual à de todo mundo.
A diferença é que, para quem corre, chegar simplesmente já é uma grande vitória.
Para quem corre mesmo, não. Quem corre mesmo disputa outro desafio. Uma medalha diferente.
Quem corre mesmo entra numa prova para correr contra o tempo. O seu tempo.
E, quando ganha do seu tempo, conquista uma medalha diferente.
Enquanto quem simplesmente corre põe a medalha no pescoço, quem corre mesmo,
quando ganha do tempo, coloca uma medalha num outro lugar.
Muito mais especial.
Dentro do peito."
A campanha (fotografada por JR Duran) começa a circular no dia 14 de fevereiro. Mas já tem uma palhinha com os bastidores no Youtube. Delícia ouvir esses amadores falando sobre corrida e competição. Faço minhas as palavras deles...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Pedalar faz bem para a nossa corrida
Os treinadores de corrida são unânimes: variar atividades pode melhorar, e muito, a nossa perfomance na corrida. Amanhã vou me inspirar nesta dica. troco os tênis por duas rodas e participo pela primeira vez do World Bike Tour São Paulo, que chega à sua terceira edição como um dos eventos mais concorridos da cidade.
As inscrições foram abertas (estrategicamente) à meia-noite da virada do ano. E se esgotaram rapidíssimo. Claro que o fato de o valor da inscrição incluir a bicicleta, que o participante leva para casa, conta bastante. Mas para mim nada substitui a chance de poder pedalar em plena Marginal Pinheiros e Ponte Estaiada. Quem já correu provas como a Track & Field ou a Meia Maratona das Pontes sabe do que eu estou falando. No ano passado, corri a das Pontes debaixo de uma forte chuva e pensei. Muitos dos amigos, claro, acharia a experiência um mico completo. Eu achei sensacional. As pistas todas ali, livres da silva para as minhas passadas, sem fumaça de carro, buzina, nada...
Sobre pedalar amanhã, torço para que seja para mim uma porta de entrada para o incrível mundo das bikes. Vários amigos aderiram, como o Osvaldinho e a também jornalista Yara Achoa (leiam o blog dela sobre corrida no site da revista Contra-Relógio, bem legal), fora os colegas triatletas (o Blois, a Mariana, a Ana Gantus), e estão correndo melhor... A Yara trocou o carro pela bike em 2010 -- baixou seu melhor tempo na maratona em quase dez minutos. A Gantus correu a Maratona de Amsterdã em nada menos que 3h33min. Claro que eu sei que a bike não foi a única responsável pelo sucesso delas. Mas se a magrela é capaz de dar uma ajudinha que seja, eu estou dentro... Alguém mais?
As inscrições foram abertas (estrategicamente) à meia-noite da virada do ano. E se esgotaram rapidíssimo. Claro que o fato de o valor da inscrição incluir a bicicleta, que o participante leva para casa, conta bastante. Mas para mim nada substitui a chance de poder pedalar em plena Marginal Pinheiros e Ponte Estaiada. Quem já correu provas como a Track & Field ou a Meia Maratona das Pontes sabe do que eu estou falando. No ano passado, corri a das Pontes debaixo de uma forte chuva e pensei. Muitos dos amigos, claro, acharia a experiência um mico completo. Eu achei sensacional. As pistas todas ali, livres da silva para as minhas passadas, sem fumaça de carro, buzina, nada...
Sobre pedalar amanhã, torço para que seja para mim uma porta de entrada para o incrível mundo das bikes. Vários amigos aderiram, como o Osvaldinho e a também jornalista Yara Achoa (leiam o blog dela sobre corrida no site da revista Contra-Relógio, bem legal), fora os colegas triatletas (o Blois, a Mariana, a Ana Gantus), e estão correndo melhor... A Yara trocou o carro pela bike em 2010 -- baixou seu melhor tempo na maratona em quase dez minutos. A Gantus correu a Maratona de Amsterdã em nada menos que 3h33min. Claro que eu sei que a bike não foi a única responsável pelo sucesso delas. Mas se a magrela é capaz de dar uma ajudinha que seja, eu estou dentro... Alguém mais?
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A corrida mais difícil do Brasil
Sexta-feira, dia 21 de janeiro, às 8h da manhã, 115 atletas de 12 países encaram um desafio que poucos são capazes de encarar: correr 217 quilômetros. A Etapa da Copa do Mundo de Ultramaratona, chamada informalmente de Brazil 135 Ultramarathon (são 135 milhas), acontece em São João da Boa Vista, a 220 quilômetros de São Paulo, na divisa do estado com Minas Gerais. Ultramaratona é qualquer prova com percurso acima dos 42km 195m de uma maratona. É verdade que nem todos encaram os 217 quilômetros sozinhos - há oito duplas e oito trios entre os participantes. Fez a conta? Sim, são 75 "malucos" dispostos a cumprir o percurso solo. Minha cabeça de corredora logo fez outra conta: se um amador mediano leva em média quatro horas para cumprir uma maratona, são cerca de 20 horas para esta ultra. Mas a conta não é simples assim. Primeiro porque para correr 217 quilômetros não basta multuplicar seu tempo da maratona por cinco. O corpo tem outro ritmo. Segundo, porque esta prova não é considerada a mais difícil do país à toa. Ela percorre as montanhas da Serra da Mantiqueira, um sobe e desce danado, apenas 20 dos 217 quilômetros são planos! (Morri só de imaginar!!) Resultado: os atletas têm até 60 horas (morri de novo!) para cruzar a linha de chegada.
O vencedor da categoria individual do ano passado, Adilson Ligeirinho (o nome não é em vão), que venceu também em 2008, estará novamente na prova amanhã.
É possível acompanhar a performance dos atletas pelo link www.ustream.tv/channel/br135. Mais informação no site oficial da prova.
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Sheila
21/01/2011 17h29 Se alguem conseguir obter alguma informacao a respeito da prova (leia-se "Foronda"), avise. Eu tentei, mas nao consegui nada...
Mariangela Giannoni
21/01/2011 16h11 Me lembro quando ele faltava aos treinos e uma amiga nossa disse a ele que era moço e que, se treinasse, poderia melhorar muito! Quem diria! Ele tomou ao pé da letra mesmo. Boa sorte Foronda!
Osvaldinho
20/01/2011 22h37 APA, o certo é dizer: este Foronda é "foronda" hehehehe... Mas, como dizem por aí que de Médico e Maluco cada um tem um pouco, no caso do Foronda, ele tem os dois. Estaremos todos torcendo para que ele supere mais este grande desafio e mandando "good vibes" a ele e todos os demais participantes desta prova dificílima que é o BR-135.
Apa
20/01/2011 20h42 Esse Foronda é fera, viu? Ultramaratona vai alem dos meus limites, Claudio!!
Cláudio Castilho
20/01/2011 20h24 Apa, admiro quem se propõe a treinar e encarar este desafio. A S&P estará representada neste desafio pelo Dr. Gustavo Foronda, vamos acompanhar e torcer. Abs
O vencedor da categoria individual do ano passado, Adilson Ligeirinho (o nome não é em vão), que venceu também em 2008, estará novamente na prova amanhã.
É possível acompanhar a performance dos atletas pelo link www.ustream.tv/channel/br135. Mais informação no site oficial da prova.
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Sheila
21/01/2011 17h29 Se alguem conseguir obter alguma informacao a respeito da prova (leia-se "Foronda"), avise. Eu tentei, mas nao consegui nada...
Mariangela Giannoni
21/01/2011 16h11 Me lembro quando ele faltava aos treinos e uma amiga nossa disse a ele que era moço e que, se treinasse, poderia melhorar muito! Quem diria! Ele tomou ao pé da letra mesmo. Boa sorte Foronda!
Osvaldinho
20/01/2011 22h37 APA, o certo é dizer: este Foronda é "foronda" hehehehe... Mas, como dizem por aí que de Médico e Maluco cada um tem um pouco, no caso do Foronda, ele tem os dois. Estaremos todos torcendo para que ele supere mais este grande desafio e mandando "good vibes" a ele e todos os demais participantes desta prova dificílima que é o BR-135.
Apa
20/01/2011 20h42 Esse Foronda é fera, viu? Ultramaratona vai alem dos meus limites, Claudio!!
Cláudio Castilho
20/01/2011 20h24 Apa, admiro quem se propõe a treinar e encarar este desafio. A S&P estará representada neste desafio pelo Dr. Gustavo Foronda, vamos acompanhar e torcer. Abs
Não é exagero: correr com fones de ouvido pode matar
Sempre que falo para algum dos meus amigos que sou contra correr com fones de ouvidos, vejo aquela careta de "ai, lá vem essa viciada em corrida achando que é profissional". Claro que para nós, amadores, corrida é prazer. Tá, é um monte de outras coisas também: superação, suor, saúde, manter o corpo legal. Mas o prazer é fundamental. Para muita gente, este prazer está diretamente ligado à música. É um mantra quase como um "diga-me o que ouves e te direis como corres". O mp3 tem lá uma seleção específica para os tiros, para a rodagem leve, para as provas, para a corrida na praia, no asfalto...
Aí vem uma chata como eu dizer que, não, você não deveria ouvir seleção nenhuma, em situação (quase) nenhuma? Entendo as caretas, amigos, juro que entendo. Já ouvi muita música correndo, quando comecei a praticar. Até que comecei a ver situações terrivelmente perigosas na USP, aos sábados, quase semrpe relacionadas ao tal foninho no ouvido. Meu treinador Claudio Castilho é terminantemente contra a música nos treinos e, quando decidi fazer a minha primeira maratona, ele decretou o fim definitivo do som. "Um corredor precisa ouvir o próprio corpo, Apa", ele sempre disse.
Tento repetir este argumento aos amigos, que continuam me devolvendo aquela boa e velha careta. Então vai aqui um caso triste, verdadeiro, que aconteceu no último sábado, no Novo México, Estados Unidos. Uma jovem adolescente saiu para correr perto de casa, como sempre fazia, com seu fone de ouvidos (uma adolescente é capaz de largar a corrida, se as duas coisas juntas forem proibidas, mas nunca a música, né?). Amanda Byrne, de 18 anos, treinava sempre seguindo as margens do trilho do trem. O maquinista tentou, deu o sinal de alerta várias vezes, alertando sobre sua chegada.
Amanda, provavelmente entretida por um de seus artistas favoritos, não ouviu. A vida dela acabou aos 18. É um caso extremo, claro. Algum amigo meu careteiro é bem capaz de dizer: ah, mas aqui em São Paulo nem tem trem, Apa, e, se tiver, sempre corro bem longe deles... Pois eu defendo que, numa metrópole como São Paulo, todos os ouvidos que você tiver ainda são pouco para livrá-lo do perigo (a não ser que você corra na esteira, claro). É por isso que vou continuar repetindo, sem medo das caretas: dê bobeira, não, amigo!
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Flash
20/01/2011 21h16 Mandou muiiittto bem Apa!! Ouvir o corpo, é o mínimo que EU, simples mortal e corredor amador faço pra poder obter o melhor em um treino, em uma prova. Preciso tentar aplicar o que aprendi com os professores: postura, respiração, movimentos e etc... Preciso ouvir e sentir o meu corpo e para isso, eu preciso me concentrar... e depois, nao quero carregar nenhum peso extra. chega o meu...
silmara
19/01/2011 19h19 Apa, eu também sou contra, gosto de ouvir o meu corpo e adoro uma conversa! Temos que estar sempre atentos durante a corrida!!
silmara
19/01/2011 19h18 Apa, eu também sou contr, gosto de ouvir o meu corpo e adoro uma conversa! Temos que estar sempre atentos durante a corrida!!
Dora
19/01/2011 18h12 Eu só corro sem música, também sou totalmente contra (exceto na esteira). E adoro conversar (pelo menos um pouquinho) durante um longão.
Apa
19/01/2011 17h03 O bate papo com um amigo também é uma delícia, Pizzi!
Pizzi
19/01/2011 10h10 Acho importante em qualquer atividade física , ouvir o nosso corpo e estarmos atentos ao redor. Para relaxar , basta apreciar a paisagem , árvores,praças,casas que passam despercebidas quando estamos motorizados
Apa
18/01/2011 19h25 Não me venha com caretas, Tahiane!! rsrsrs Se for correr na rua, seja onde for, vá sem fone (ou use num ouvido só!).
tahiane
18/01/2011 19h09 Apa, eu não corro perto do trilho de trem! rsrs E eu não consigo ter ânimo para correr sem música! rsrs
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